-paolice.
O que se vive, se escreve
#03
Primeiro, a experiência.
Depois, o silêncio.
Então, a palavra.
Terra é uma parte da herança que trago de meus avós maternos
De crescer num sítio, no mato, com os pés no chão.
Da roupa suja de brincar na grama, subir nas árvores e entrar no tanque de peixe vazio.
Com barro, muito barro.
Agora isso me parece meio melequento demais. Meio fedorento demais.
Mas começou ali.
Nesse sítio, que amo.
Imagino que você lerá algumas experiências da Paolice nesse lugar.
Curioso que, enquanto escrevo essas palavras, me lembro que um dia meus avós nomearam o sítio.
Sítio sonho meu. É o nome.
Nunca usamos entre nós.
Mas acho que a singeleza e a essência do sítio Sonho Meu também são meu sonho.
Também é meu sonho estar entre o verde.
Só que, no meu sonho, é um verde um pouco diferente do sítio dos meus avós.
É aquele verde que não tem vizinhos.
Tem bichos selvagens.
Titica de passarinho.
Natureza pura.
De floresta.
De natureza intocada.

Terra para a Paolice é para quem já perdeu o chão e precisa aterrar
Perder o chão é perder a base.
É busca do eu sou no escuro silencioso.
É o corpo em natureza e natureza no corpo.
Terra para Paolice é o pilar mais latente hoje
Terra está com força.
Porque a Terra está me chamando.
Chamando, não!
Está gritando, implorando: “por favor, venha, venha, pisar no chão úmido.”
Na data em que escrevo sobre isso, moro numa caixinha de cimento empoleirada.
Aqui do ladinho até tenho vista e acesso à beira-rio com arvoredo antigo, lindo de ver.
Isso me alivia um pouco.
Mas muito, muito pouco.

Mas meu corpo quer Terra da Paolice
Quer árvores, plantas, montanhas e águas.
Se você chegou aqui na data em que publico isso. E, se continuar comigo, verá muitas e muitas transformações da Terra passando por aqui.
Lugares nos quais vou me conectar, transformar e transmutar em silêncio.
Muito silêncio.
Antes, Terra da Paolice era viagens pela natureza
Agora é mais.
Agora é travessias.
Agora é geografia da consciência.
É aterramento.
É corpo, consciência em transformação.
É exaurir o corpo.
Cansar.
Sentir o corpo vivo.
O coração bate forte.
Respiração acelerada.
Sentir o tempo desacelerar e passar devagar.
Viver profundamente com consciência.
Terra para Paolice é…
Água gelada que corre.
É a montanha que se explora.
É o mar silencioso.
É longe do barulho, da folia, da muvuca.
Terra da Paolice é um corpo consciente.
Que sente. Sua. Exaure. Dói. Ama. Vibra.
O maior sonho com a Terra hoje é viver na natureza em silêncio.
Escrever olhando para o mato verde.
Escutar a água correndo.
Arrepiar com o vento frio.
Cavocar a terra e se sujar.
Deixar as unhas imundas.
E os pés pretos.
Terra para Paolice é conexão com o Divino externo e interno
O que está fora e o que está dentro.
Fora e dentro.
É confrontar-se com o que é real.
Com a verdade latente.
Terra em Paolice é viver.
Viver com alegria.
É lugar para viver com pertencimento.
Terra é isso!
Silencie.
Se essa experiência encontrou a sua, me escreva.
- terra.
♡♡♡
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