-paolice.
O que se vive, se escreve
#06
Primeiro, a experiência.
Depois, o silêncio, a clareza.
Então, a palavra.
Sentada em posição de lótus.
Mente vazia.
Corpo rapidamente estremece, bem onde bate o coração.
Toco brevemente o silêncio.
O silêncio é uma das coisas mais valiosas que encontrei nessa existência.
Na verdade, foi ele que me encontrou vagando por aí.
No início, ele me parecia uma coisa simplista demais.
Na prática, descobri que ele NÃO é simplista demais.
Longe disso.
Não sei exatamente quando o compreendi.
Também não sei dizer se aprendi a silenciar ou…
Se RELEMBREI como se silencia.
Mas para mim, ele é exigente.

Não é fácil silenciar minha mente.
Ela não quer perder o controle da próxima imagem, som, palavra que vai projetar.
Ela quer criar listas de tarefas extraordinárias.
Em planilhas.
Em quadros do notion.
Organizadas excepcionalmente por cores e categorias.
Ficar em silêncio NÃO é simplista demais.
Ele já me assustou.
Agora não me assusta mais.
Só que ainda há instantes em que o peito estremece. De medo.
Meu conhecido medo do DESCONHECIDO. De soltar o controle.

O silêncio não é somente o método da Paolice.
É um exercício diário que trago na vida da Paola Priscila.
Silêncio não porque me faltam palavras.
Silêncio para ficar sem palavras.
Silêncio para estar ausente de mim.
Encontrar a plenitude.
Silêncio. Na vida. Na escrita.
Mas o objetivo é sentir o silêncio descontrolado.
Então…
Respiro.
Silêncio.
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Silêncio.
Respiro.
Fico em silêncio.
Sinto o silêncio.
Pertenço.
Sem projeções.
Sem imagens, sons e palavras criados por mim.
Zero.
Silencie.
Se essa experiência encontrou a sua, me escreva.
silêncio.
♡♡♡
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