-paolice.

O que se vive, se escreve

#05

Primeiro, a experiência.

Depois, o silêncio.

Então, a palavra.

Por que escrever sobre o que vem da experiência?

Começo com o mais bonito dos motivos, é o seguinte…

Num momento de intensa Conexão Divina… 

Meu eu indagador, indagante, indagou:

“Por que a vida? Por que a existência? Por que existir? Por que?”

Recebi a resposta.

No mesmo instante me envolvi em pensamentos dispersos.

Me esqueci que recebi a resposta.

Perguntei de novo:

“Por que a vida? Por que a existência? Por que existir? Por que?”

A resposta foi: “Já te disse, pela experiência”. 

Nesse momento, muitas fichas caíram, mais do que gostaria que caíssem.

Caíram, fazendo o barulho de milhões de fichas caindo ao mesmo tempo no chão bruto. 

Ensurdecedor. Lindo. Ensurdecedor. Maravilhoso.

Com brilhos coloridos cruzados, absurdos, indescritíveis. 

Esse é o motivo bonito de ter escolhido a experiência como método da Paolice. 

Tem um lado que não é tão maravilhoso e transcendental como esse…

Nasci para escrever e ser escritora. Ponto.

Por mais que tenha brigado muito com esse meu propósito. (Demais!)

Nasci para escrever. 

Quando percebi que qualquer IA de bosta pode escrever o que qualquer pessoa pedir pra ela, entrei em pânico.

Indaguei (faço muito disso):

“Amada Consciência Divina, você me coloca no mundo bem no momento em que IA escreve em segundos o que levo horas pra escrever. Qual é o sentido disso? E o meu passe livre da liberdade, cadê? Cadê? Cadê?”

Bom, depois…

De bloqueios. 

De o que vou fazer agora, Consciência Divina?

Para onde vou agora?

Chororô aqui e ali.

De crise existencial.

Eu existo?

Depois de alguns dias de mini-paniquitos. 

Uma bendita ficha colorida retardada (de retardo) atingiu meu olho esquerdo. (Este que está piscando até agora).

A ficha foi essa: As IAs servem para ajudar no trabalho árduo.

(Inclusive, uso muito na pesquisa, planejamento, organização, essas coisas).

Mas a escrita de uma IA é vazia. 

Sem Alma. Sem amor Sem alegria…

A lista continua infinitamente. 

A escrita da IA é principalmente exaustiva, cansativa de se ler.

Especialmente em textos mais longos. 

Então, agradeci. 

Agradeci pela IA que faz todo o trabalho árduo.

A melhor parte fica comigo. 

A escrita pela experiência. 

A experiência porque…

Porque só a Paola Priscila pode escrever sobre a Paolice. 

Porque Paolice é as coisas experienciadas ou vividas por Paola Priscila. 

Ninguém mais pode fazer isso da forma como faço.

Pode fazer melhor. Ou pior. 

Mas como faço, ninguém mais pode fazer. 

O principal pilar invisível da Paolice é isso. 

É a individualidade. A autenticidade. A unicidade.

É ser eu mesma, quem eu sou.

No equilíbrio das minhas qualidades. Defeitos. Facilidades. Dificuldades.

Então, reflito comigo.

Só tenho essa existência como Paola Priscila.

E se, quando deixar este corpo que habito atualmente…

Houver nesse dia um julgamento… 

E se, nesse julgamento, os anjos ou demônios, me questionarem…

“Você deu o teu melhor como a Paola Priscila?”

. . .

E se isso acontecer hoje, logo após essas palavras?

. . . 

Respondo com sangue nas pontas dos dedos:

Tentei.

Busquei. 

Errei.

Chorei. 

Presenciei.

Sim. Sim. Sim.

Sou meu melhor. 

Não da forma bonita. 

Não da forma perfeita. 

Nem sempre como gostaria. Mas, definitivamente…

Sim. Sim. Sim.

Sou meu melhor. 

Uma confissão: morro de cagaço de me expor, talvez você sinta o cheiro aí…

Não gosto. Não quero. Fujo disso.

Mas vou. Eu vou.

Porque aquilo que me limita é aquilo que estou aqui para romper, para me libertar.

Se sentir cheirinho de merda aí, fui eu, admito.

Meu cagaço é grande.

Toda vez que clico em publicar, meu corpo treme mais que vara verde.

Aqui é coisa de cagona assumida. 

Pronto.

Escrever a partir da experiência também vem do romper meu cagaço de me expor.

Experienciar. Viver…

É meu propósito nessa vida. 

Escrever. Viver. 

Viver enquanto escrevo.

Vivo a experiência.

A experiência que vivo.

Vivo, sou alegre, porque vivo.

Vivo.

Silencie.

Se essa experiência encontrou a sua, me escreva.

  • experiência.

♡♡♡

P.S. O que vivo e escrevo somente é publicado integralmente via e-mail. Mas criei um canal de WhatsApp para enviar esporadicamente os bastidores de escrita, os bastidores de travessias, as novidades, enviar presentes e surpresas. Se isso ressoar com você, siga aqui.

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P.P.P.S. Portanto… Eu aceito, amada Consciência Divina, com amor e alegria o desafio que me deu. Sei que você já sabe disso. Mas vale à pena reforçar a todo momento. Eu aceito! Gratidão! Gratidão Gratidão!.