-paolice.

O que se vive, se escreve

#16

Primeiro, a experiência.

Depois, o silêncio, a clareza.

Então, a palavra.

As duas expressões da minha autoconfiança…

Uma soa como…

Planta murcha.

Terra seca. 

Sensação terrível de desamparo. 

Quando me abandono. 

Quando abandono a minha intuição. 

Sinto sede. 

Só que sei onde fica a fonte. 

Só que no abandono não sigo o caminho até ela. 

E ainda sinto sede.

A outra soa como…

Planta plena. 

Terra úmida. 

Sensação adorável de respeito.

Quando confio em mim.

Quando confio na minha intuição. 

Me sinto saciada. 

Sei onde fica a fonte. 

Só que na confiança sigo o caminho até ela.

E não sinto mais sede. 

A confiança na minha intuição…

A autoconfiança. 

Não exige provas. 

Por que PROVAR? 

Não exige racionalização.

Por que RACIONALIZAR? 

Não exige terceirização. 

Por que TERCEIRIZAR? 

Se já sei. Se já sei. Se já sei.

Tudo sei nesse momento sobre mim? Não! Não sei!

No momento certo tudo vem. Sim. Sim. Sim.

Ninguém mais do que eu mesma sabe. 

Só preciso seguir o que sinto.

E sinto, sinto muito com clareza.

Talvez.

Talvez essa frase da minha mãe que vem do meu avô faça sentido agora:

Só quem usa os sapatos sabe onde ele aperta. 

Então…

Já sei onde aperta. 

Já sei onde dói. 

Já sei onde incomoda. 

Sim, eu sei. Eu sei. Eu sei.

Alguém consegue vestir meus sapatos? 

Se consegue vestir meus sapatos.

Consegue sentir o dedinho do pé torto machucando o irmãozinho? 

(Meu marido diz que meus dedinhos do pé parecem pinhõezinhos).

Será que alguém consegue sentir o segundo dedo maior que o dedão espremido? 

Cravando minha unha? 

Ou os calos que se formam na parte de trás no calcanhar? 

E as bolhas que se formam bem no meio de baixo do pé? 

Alguém realmente consegue vestir meus sapatos? 

Que muitas vezes machucam.

Tamanho infantil. 

Difíceis de me agradar.

Coloridos demais. 

Brilhosos demais.

Fru, fru demais.

Alguém consegue?

Os meus pés, a minha intuição…

Sabem o caminho a seguir. 

Antes da minha mente inquieta. 

Questionadora. 

Cheia de dúvidas. 

Maaasss…

Os meus pés, a minha intuição…

Sabem o caminho de outra pessoa?

Será que realmente consigo vestir os sapatos de outra pessoa?

Não, não, não.

Não, acredito que não. 

Cansei. Estou cansada.

Não consigo seguir o caminho de outra pessoa. 

Ou por outra pessoa.

Isso me deixa exausta, porque quero ajudar. Quero sim!

Mas consigo apenas dizer:

Sinta, sinta, sinta. Só você sabe o melhor para você.

Sabe?

Não sei se sabe.

Deveria?

Não sei se deveria.

Também não sei nada por outra pessoa.

Não sei o que é melhor para ela.

Não, não, não sei.

Cansei. Estou cansada. Exausta. 

Só sei o que é melhor para mim. 

E por agora, basta. 

Então, sinto que é o momento…

É o momento de sentir, ouvir, seguir.

É o momento de AGIR. 

Então, por agora ergo a espada.

Por agora com a espada…

Ajo.

Corto. 

Perfuro.

Desmembro.

Expando.

Abro.

As circunstâncias da minha vida. 

Porque minha intuição diz. 

Isso basta.

Silencie.

Se essa experiência encontrou a sua, me escreva.

autoconfiança.

♡♡♡

P.S. Ouça. Siga. Confie. Entregue. Solte.

P.P.S. Se esse texto ressoa com você, inscreva-se na newsletter e receba uma nova experiência todas as quartas às 06:06.

Uma edição por semana. Da experiência para a sua caixa de entrada.

Se INSCREVA abaixo e receba toda quarta às 06:06 uma nova edição.

Ver mais
caret-right